"Bonitinha mas ordinaria", de Moacyr Goes (2013). Ok, todo mundo vai dizer: Ah, mas o Hsu e' suspeito para comentar sobre o filme, ele trabalhou no projeto! Mas gente, filmamos em 2008, e agora, em pleno 2013, eu nao fazia ideia, juro, de que o filme tinha ficado tao bom. Fiquei sim, muito orgulhoso de ter participado, e ter tido oportunidade de ter trabalhado com tanto ator bom. Alias, como e' bom trabalhar com atores excelentes!!!! Da' uma disposicao extra, ver que todos estao empenhados em querer fazer daquele filme, um filme que realmente valha a pena. Joao Miguel (premiado em Pernambuco), Lele Leal (premiada em Portugal), Leticia Colin (linda, arrazando!! no seu papel tao dificil), Gracindo Jr (genial como um tipo cinico), Leon Goes (surpreendendo sempre) e toda uma trupe de atores que dao um molho especial a essa adaptacao de Nelson Rodrigues. Moacyr Goes, voce para mim fez o seu melhor trabalho no cinema. Dinamico, bem construido. Ri, emocionei. As pessoas sairam do cinema comentando muito bem. Se os criticos irao elogiar ou nao, nao interessa. O publico ja deu o seu veredito. Jacques Cheuiche sua luz ta linda, Paulo Flaksman com uma direcao de arte realista, que delicia filmar em locacoes reais. Valeu a aposta galera!!!!
Diário de um Cinéfilo
Aqui comento os filmes que assisto...mas sem muito saco de teorizar demais..somente comentando o básico: se gostei ou não hehehe (Comento apenas filmes vistos a partir de Outubro de 2010)
terça-feira, 21 de maio de 2013
Bonitinha mas ordinaria
"Bonitinha mas ordinaria", de Moacyr Goes (2013). Ok, todo mundo vai dizer: Ah, mas o Hsu e' suspeito para comentar sobre o filme, ele trabalhou no projeto! Mas gente, filmamos em 2008, e agora, em pleno 2013, eu nao fazia ideia, juro, de que o filme tinha ficado tao bom. Fiquei sim, muito orgulhoso de ter participado, e ter tido oportunidade de ter trabalhado com tanto ator bom. Alias, como e' bom trabalhar com atores excelentes!!!! Da' uma disposicao extra, ver que todos estao empenhados em querer fazer daquele filme, um filme que realmente valha a pena. Joao Miguel (premiado em Pernambuco), Lele Leal (premiada em Portugal), Leticia Colin (linda, arrazando!! no seu papel tao dificil), Gracindo Jr (genial como um tipo cinico), Leon Goes (surpreendendo sempre) e toda uma trupe de atores que dao um molho especial a essa adaptacao de Nelson Rodrigues. Moacyr Goes, voce para mim fez o seu melhor trabalho no cinema. Dinamico, bem construido. Ri, emocionei. As pessoas sairam do cinema comentando muito bem. Se os criticos irao elogiar ou nao, nao interessa. O publico ja deu o seu veredito. Jacques Cheuiche sua luz ta linda, Paulo Flaksman com uma direcao de arte realista, que delicia filmar em locacoes reais. Valeu a aposta galera!!!!
domingo, 19 de maio de 2013
O que traz boas novas
"Monsieur Lahzat", de Philippe Falardeau (2011)
"Bashir Lahzar, o protagonista do filme, é argelino, e eu nome quer dizer "sorte do que traz boas novas". Porém, é um título que contradiz a sua história pessoal: sua esposa foi ameaçada de morte na Algéria e acabou sendo morta, junto dos filhos. Sob o signo do trauma, Lahzar vai trabalhar numa escola de Montreal, substituindo uma professora que se suicidou na sala de aula. 2 das crianças sofrem muito com esse suicídio, e durante a trama, são revelados fragmentos que tentam desvendar o motivo do crime. Um filme potencialmente dramatico, mas mesmo com esse tema tão forte, consegue trazer encantamento, seja nas performances irretocáveis do elenco, encabeçado pelo argelino Mohamed Fellag, quanto nas atuações do elenco infantil, sensacionais. Tocando também no tema do assédio infantil, o filme tem um parentesco com o dinamarquês "A caça", e que fazem um alerta a respeito do quào absurdas são as regras de comportamento dos adultos perante as crianças. Segundo um dos personagens, as crianças são vistas como "material radioativo".pelo simples fato de não se poder nem mais tocá-las. 2 cenas são antológicas: o discurso da pequena Alice na sala de aula, e uma dança particular do professor Lahzar. Também a cena do jantar dele com a professora de inglês é ótima, admnistrando bem drama e comédia. Na hora me lembrei também do nacional "Uma professora muito Maluquinha", que, guardando as devidas proporções, também faz sua crítica ao ensino, focado no ensino, mas não em se preparar a criança para uma boa educação. Belissimo. Foi indicado pelo Canadá em 2012 para o Oscar de filme estrangeiro.
Nota: 9
O homem que ri
"L'homme qui rit", de Jean-Pierre Améris (2012)
O cineasta Jean Pierre Ameris foi o realizador de uma das comédias romanticas que mais amo na vida: "Romanticos anonimos". Com essa refilmagem de "O homem que ri", fica clara a opção do cineasta por um mundo fabulesco, no tom de "Era uma vez". Seus filmes falam de magia, sentimentos, personagens cândidos e de bom coração, corrompidos pela falta de transparência ou comunicação. Essa 2a adaptação da obra de Victor Hugo, e cujo personagem Gwynplaine, o homem que ri, foi responsavel pela concepção do personagem "Coringa", exala beleza e encantamento. Mas diferente da versão original com o ator Conrad Veidt, aqui a opção vai pelo realismo trágico. Impossível assistir ao filme e não imaginar que Tim Burton, Jonnhy Depp e o compositor Danny Elffman não estejam na produção. Tudo remete ao universo onirico do cineasta americano. Inclusive, na cena da adaptaçao de Gwynplaine ao trono, eu via "Edward mãos de tesoura" o tempo todo. Mas essa referência não tira o prazer de se assistir ao filme. Até porquê, Gerard Depardieu está fenomenal, construindo um personagem tão carismático e apaixonante. O espectador torce, sofre, entristece e ri com o filme, na melhor tradição de um bom melodrama, que é a gênese desse flme. Emanuelle Seignier está belíssima no papel da Duquesa, e a Direção de arte é um luxo, além do figurino. Uma pena que o filme tenha sido tão mal lançado, merecia melhor sorte no circuito exibidor. Para quem não conhece a história, trata-se da epopéia de Gwynplaine, que foi roubado quando criança e deixado na mão de um Doutor alucinado, que o desfigurou, cortando sua boca, e dando a impressão de estar sempre rindo. Em sua fuga ele encontra uma pequena órfã cega, e juntos, vão se encontrar com Ursus (Depardieu), um vendedor de ervas malandro, que os adota. Ursus acaba usando as 2 crianças como atração de seu teatro mambembe. O tempo passa, a cega se apaixona por Gwynplaine, mas o encontro com a Duquesa cria uma ruptura entre o trio de artistas. Uma pequena jóia do cinema. A cena final é deslumbrante.
Nota: 8
sábado, 18 de maio de 2013
Terapia de risco
"Side effects", de Steven Soderbergh (2012)
Impressionante como Soderbergh dirigiu tantos filmes em uma carreira relativamente curta. Foram mais de 24 titulos, além de seriados e documentários, desde a explosão de sua carreira em 89, com "Sexo, mentiras e videotapes". Apenas nos 2 últimos anos, tivemos "Contágio", "A toda prova", "Magic Mike", "Terapia de risco" e breve, "Behind Candelabra", que está em Cannes 2013. E tudo isso porque um dia, ele disse que iria se apostar e não filmar mais. Imagina! Alternando filmes artisticos e comerciais, bons e ruins, ele voltou à boa forma com esse instigante "Terapia de risco". Aparentemente um drama, o filme vai se desenvolvendo durante sua trama em um filme de suspense, no melhor estilo Hitchcock de ser. A trama, por assim dizer, diabólica, é revelado lá pelo terço final, e uma vez estando o espectador a par da trama real, fica a pergunta: como a personagem sairá dessa? Com um time de ótimos atores, ( Jude Law, Catherine Zetha Jones, Rooney Mara-revelada em "O homem que não amava as mulheres") , o filme narra a história de uma mulher depressiva que durante um tratamento com um psiquiatra, toma remédios anti-depressivos que alteram o seu humor. Um dia, ela mata o marido, e a partir dai, fica o embate entre industria farmaceutica, psiquiatras e pacientes. Mas como já dizia Hitchcock, "Nada é o que parece ser". O filme tem uma frase ótima: "A depressao é a inabilidade de construir o futuro". A rilha sonora de Thomas Newman é elegante e cria um clima de suspense interessante. O desfecho pode ser meio qualquer nota, mas mesmo assim, revelador e surpreendente. Goste-se ou nao do filme, é um ótimo pipocão com cérebro.
Nota: 7
sexta-feira, 17 de maio de 2013
O massacre da serra elétrica 3D
"Texas chainsaw massacre 3D", de John Luessenhop (2013)
Esqueçam todas as refilmagens e continuações que o filme já teve. Essa é a legítima continuação, que começa exatamente de onde termina o filme original de 1974. Usando inclusive cenas do original de Tobe Hooper, o filme porém, não vai muito além dos clichês de sempre. Uma jovem recebe uma carta dizendo que ela herdou uma mansão. Ela segue para lá junto com um grupo de amigos, e adivinhem quem é a herança? Mesmo sendo em 3D, o filme não causa o impacto necessário. Mesmo poquê, o 3D só surge poucas vezes, obviamente durante o uso da serra elétrica. Os personagens continuam rasos e óbvios como sempre ( gente, sempre tem aquela garota piranhuda, né? ), a gente já sabe quem morre, e pior, porquê insistem na cena do policial que vai sozinho averiguar a casa? Já chega! O gore é mais fraco do que no remake de Jessica Biel, que para mim, é o melhor de todos, depois do original. O desfecho desse aqui então, nossa, que coisa doida. Uma reviravolta sem graça e estúpida. Nota: 5
Faroeste caboclo
"Faroeste caboclo", de René Sampaio (2013)
Uma bela embalagem ornada pela bela luz de Gustavo Hadba. O filme faz referencias ao cinema de Tarantino ( a eterna cena de várias pessoas apontando armas num mesmo ambiente), entre outros exemplos, e ao filme 'Scarface", que Felipe Abib, que interpreta o traficante de pó, deve ter visto várias vezes para poder compor o personagem, inclusive na antológica cena de Al Pacino enfiando a cara na mesa lotada de cocaína. Antonio Calloni faz uma performance que parece extensão de seu personagem em "Filhos do sol", que falava sobre prostituição infantil, e ele era um assecla da cafeyina que barbariza nas meninas fugitivas. O ponto alto do filme é a interpretação de Fabrício Boliveira, uma grande revelação.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Reações adversas
"Reacciones adversas", de David Michan (2011)
Ótimo drama mexicano, sobre um homem de baixa alto-estima, que toma remédios controlados, a pedido de seu psiquiatra. No trabalho e na vida pessoal, Daniel é submetido a humilhações, e com os remédios, ele já não sabe o que é real e o que é fantasia. Um filme estranho, de poucos diálogos, e que tem um desfecho inusitado. Ótima atuação de Hector Kotsifakis, no papel principal. Um filme de atmosfera sinistra, e que tem uma estética que pode provocar tédio no espectador comum. O ritmo é lento, mas é um filme provocante e instigante. Violento, sórdido, algo meio Claudio Assis.
Nota: 7
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Aftershock
"Aftershock", de Nicolas Lopes (2012) . Lopes é um diretor chileno que tem em sua filmografia várias comedias simplorias. Porem, ele resolveu fazer um filme de ação, misturado a filme de suspense e catástrofe. A ele se juntou o diretor e ator Eli Roth, mais conhecido como parceiro de Tarantino e diretor de "O albergue". A essa união surgiu esse "Aftershock", um filme estranhíssimo. O filme parece ser dividido em 3 partes: a 1a, é um pastiche de "Se beber não case". Com piadas chulas, mulheres semi-nuas, um País exótico, no caso, o Chile. Claro, muitas gags, bebedeiras e baladas na história de 3 amigos que querem curtir a vida. A 2a parte, é um filme catástrofe. Um terremoto de escala 8.8 atinge o Chile e mata porrada de gente que se encontra no local. E finaliza como um filme de suspense gore: Prisioneiros de segurança máxima escapam e saem estuprando e matando a todo e a direito todo mundo que encontram pela frente. O mais incrível é que os poderosos Irmãos Weinstein produziram esse filme. Não dá pra dizer se foi dinheiro jogado fora. Mas também não foi um bom investimento. A história é a mais tosca possível ( apesar de umas interessantes viradas no final), os atores são canastrões ( Eli Roth está péssimooooooo) , os personagens caricatos e desprezíveis ( já sabemos todos os que irão morrer somente pela caracterizaçao) os efeitos mambembes. Poderia ter rendido uma ótima paródia de filmes catástrofes, se não fosse levado a sério em algumas partes. O diretor se baseou no terremoto real que devastou o Chile em 2010, inclusive usando locações reais, ainda em ruínas. A cantora Selena Gomez ainda paga maior mico fazendo uma ponta sem graça. O filme tem cara de brincadeira de cineastas riquinhos que resolveram fazer algo que os divertisse. Espero que pelo menos eles tenham curtido bastante.
Nota: 4
sábado, 11 de maio de 2013
Cores
"Cores", de Francisco Garcia(2012) . Como eu adoro esses filmes paulistanos que falam sobre amargura e desesperança. Tudo a ver com o universo caótico de São Paulo. Francisco Garcia, o diretor e co-roteirista do filme, resolveu dar voz a sua geração, na faixa dos 30 anos, que foi iludida pela falsa mensagem do Governo Petista que dizia que os problemas economicos do Brasil estavam no fim. Essa geraçao retratada em seu filme permaneceu na mesma inércia e não encontrou solução para a falta de perspectiva de um emprego decente, de qualidade de vida, de felicidade. São todos trabalhadores de empregos de merda, com mil problemas de falta de dinheiro, ambição, foco. Por conta disso, as relações familiares e amorosas são desprovidas de carinho. O filme narra a história de 3 amigos que tentam buscar um ponto de luz em suas vidas: um funcionario de uma farmacia, um tatuador e uma balconista de loja de peixes de aquario. Mas quem rouba o filme é Tonico Pereira, em pequena participação. Enquanto os 3 personagens principais trabalham suas performances em cima do marasmo, e por conta disso, estão sempre apáticos, Tonico Pereira se mostra vibrante, arisco, inquisidor. Um belíssimo trabalho. A fotografia de Alziro Barbosa, toda em preto e branco, é deslumbrante. Não tem como negar a influência de 2 importantes cineastas contemporâneos nessa visão de mundo pessimista do mundo: Tsai Ming Liang e Jim Jarmusch. O tédio, a fotografia, os enquadramentos, as atuaçoes, os planos longos, esses itens estão sempre presentes nos filmes de ambos os diretores, principalmente "Stranger than paradise"e "O Rio". Desse último, Francisco Garcia busca a referência da chuva torrencial, da água que escorre casa adentro. A estética anos 80 do filme me lembra também de varios cults de filme paulistanos da época. Inclusive, a participação de Guilherme Leme me pareceu uma homenagem por ele ter participado do clássico "Anjos da noite", de Wilson Barros. O filme é todo estilizado, maneirista. Mas isso não é uma crítica. Somente não curti muito as músicas, mas isso porque musicalmente não me agrada. Um filme cult que merece atençao.
Nota: 8
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Entidade
"Entity", de Steve Stone (2012)Filme de suspense inglês, que pega carona pela milésima vez da narrativa de "A bruxa de Blair". Uma equipe de filmagem, acompanhados de uma médium, seguem de Londres até a Floresta da Sibéria, na busca de uma explicação sobre um mistério: a aparição de 34 corpos escondidos em covas rasas na floresta. A equipe, no entanto, desaparece, e filme narra o ocorrido com eles. Total falta de clima, suspense zero, atores fracos, efeitos toscos e obviamente, o uso de câmera na mão que pelo menos, não é subjetiva. A explicação do mistério é uma grande bobagem.
Nota: 2
terça-feira, 7 de maio de 2013
Em transe
"Trance", de Danny Boyle (2013) . Caraca, que roteiro !!! A medida que o filme vai avançando , minha cabeça ia pirando! É daqueles filmes que a gente precisa ficar atento a cada detalhe, a cada olhar do personagem. Tudo será apresentado depois , sem exceções. Talvez o fato do filme ser bem complexo seja o motivo do filme não ter feito muito sucesso de bilheteria. Mas sério, a reviravolta final lembra um pouco "O sexto sentido", no sentido de deixar o espectador de queixo caído. O filme narra a história de um funcionário de uma casa de leilão, que rouba um quadro famoso e que sofre um acidente, o que o faz esquecer aonde ele o escondeu. Seus comparsas o levam até uma terapeuta que usa a hipnose para fazer ele regredir no tempo para se lembrar. James Macvoy e Vincent Cassel estão ótimos ( Cassel será um eterno vilão, não tem jeito. Quem manda ter aquela cara?) . A direçào e a atmosfera do filme lembram bastante os primeiros filmes de Danny Boyle, principalmente "Cova rasa" e "Transpotting". É um filme ousado em sua narrativa, mas que exige muita atenção. Não dá pra ficar de papo, se não você se perde mesmo. No início o filme demora um pouco a engrenar, mas depois fica bem tenso.
Nota: 7
segunda-feira, 6 de maio de 2013
O Perdão de sangue
"The forgivesses of blood", de Joshua Marston (2011). Curioso filme albanês, dirigido por um cineasta americano. Marston dirigiu várias séries de TV, entre elas "In treatment", "The godd wife". Mas é mais conhecido pelo excelente filme "Maria Cheia de Graça". Concorrendo no Festival de Berlin 2011, saiu com o prêmio de melhor roteiro. O filme narra a história sobre a rivalidade entre 2 famílias na Albânia de hoje, mas que vivem sob tradições milenares. Separados por terras que dividem o mesmo espaço, o patriarca de uma das famílias mata em momento de ira o filho do rival. Como punição, o filho do assassino deverá pagar com a sua vida. É um filme com um registro quase que de documental. Os planos são longos, lentíssimos. O filme é bastante cansativo, mas consegue manter um certo interesse por conta de suas belíssimas locações.
Nota: 5
domingo, 5 de maio de 2013
O rei da comédia
"The king of the comedy", de Martin Scorcese (1982). Um dos mais obscuros e menos conhecidos filmes de Scorcese, essa comédia de humor negro foi massacrado pela crítica na época de seu lançamento (82) e desprezado pelo público, que desejava ver uma comédia com Jerry Lewis e não esperavam que o filme fosse um furioso ataque ao mundo das celebridades e busca pela fama. Eu mesmo, na época do lancamento, havia odiado o filme, pois não o achei nada engraçado, uma vez que o filme foi lançado como comédia. Revendo 30 anos depois, percebo a grande obra-prima que o filme é. Jerry Lewis foi muito generoso em aceitar fazer o papel, o de uma celebridade mau-humorado e mau caráter, que odeia os seus fãs. Robert de Niro, que havia acabado de fazer " O touro indomável"com Scorcese, se arrisca em um papel tragicômico, e se sai muito bem. Uma pena que esse de Niro ousado e enérgico não exista mais. O filme narra a história de Rupert ( De Niro), um aspirante a comediante, que procura a ajuda de Jerry, famoso apresentador de tv, para se apresentar nem seu programa. Diante da recusa de Jerry, Rupert o acaba sequestrando. É uma delícia rever Nova York dos anos 80, ainda com o Times Square decadente, antes da reforma do prefeito Giuliano, que deu uma "limpeza" no local. O elenco de apoio, princialmente Sarah Bernhart, que faz uma fã paranoica, estão ótimos. O roteiro é primoroso, e o filme tem um tom de melancolia . O personagem de de Niro é uma representação dos artistas que buscam 1 minuto de fama, e para tal, se submetem a tudo. Scorcese faz aqui um filme sem técnicas mirabolantes, colocando todo o seu grande potencial na construção de um filme cruel e desumano.
Nota: 9
sexta-feira, 3 de maio de 2013
O som do mar
"Son de mar", de Bigas Luna (2013). Recentemente falecido, o cineasta espanhol Bigas Luna teve uma grande filmografia, infelizmente pouco vista. Resolvi assistir a esse seu filme de 2001, pouquíssimo conhecido. Como boa parte de seus filme,s é um drama de forte teor erótico, e diferente de Almodovar, ele se utiliza do melodrama para narrar histórias dramáticas, sem resquicios de humor ou paródias. Luna carrega nas tintas novelescas nesse seu "O som do mar". Baseado em livro de mesmo título, narra a história de Ulisses, professor de literatura, que se muda para uma região próxima a Valencia para dar aula. Ele se hospeda em uma pequena pensão, e se apaixona por Martina (Leonor Watling), objeto de desejo do mafioso Alberto. Ulisses desperta o tesão e a paixão em Martina por conta as declamações de poesias, e eles acabam se casando. Mas Alberto planeja vingança. Com uma excelente fotografia de Jose Luiz Alcaine, um dos grandes fotógrafos espenhóis, e locações deslumbrantes, o filme traduz na beleza do visual e da atriz principal Leonor Watling a grande força do filme. O roteiro em si é previsível e as vezes, cafona de tão novelesco. Mas Luna entrega ao espectador um filme embalado com tintas coloridas e exageradas na história,, mas que no final, seduzem pela beleza e pelo teor de erotismo, que ele filma tão bem. Vale conferir.
Nota: 7
quarta-feira, 1 de maio de 2013
O bom partido
"Playing for keeps", de Gabriele Muccino (2012)
O cineasta italiano tem 2 filmes que ele rodou em sua terra natal qu eu acho ótimos: "O ultimo beijo" e "Para sempre em minha vida". Descoberto por Will Smith, que o levou a Hollywood, Muccino tem se atido em filmes que tem como tema o homem amargurado por questões familiares e ou profissionais, e a sua volta por cima depois de muita luta. São filmes louváveis, humanistas, mas nem por isso menos melodramáticos no mau sentido. Foi assim em "A procura da felicidade", "sete vidas"e agora nesse "O bom partido", É possível vermos Will Smith no papel de Gerard Butler, porque o personagem é o mesmo. Um ex-jogador de futebol que, por erro de estruturação financeira, perde tudo, inclusive a esposa e a guarda do seu filho. Desempregado, devendo Deus e o mundo, ele consegue revirar o jogo. O problema do filme reside no roteiro: óbvio da primeira a última cena, o espectador já sabe tudo o que vai acontecer, e ainda me pergunto: gente, tudo é entregue de mão beijada pro cara. Mas tudo bem, esses tipos de filmes têm essa missãi, de fazer a gente sair do cinema acreditando que na vida, tudo é possível, graças ao poder do amor. E da-lhe um mega-elenco de apoio pra sustentar essa idéia: Uma Thurman, Catherine Zetha Jones, Jessica Biel, Dennis Quaid. A vida é bela.
Nota: 5
terça-feira, 30 de abril de 2013
2 dias em Nova York
"2 days in new York", de Julie Delpy (2012). Continuação do filme "2 dias em Paris", também dirigido por Julie Delpy em 2007. Delpy se inspirou nos filmes que fez com Ethan Hawke sob a batuta de Richard Likater e resolveu fazer a sua versão cômica sobre o relacionamento de um casal, ela francesa, ele americano. Ao contrário de sua fonte de inspiração, sem sua série, o casal termina o relacionamente e não se vê mais. Aqui, Marion está morando em NY com seu filho pequeno, e conhece Mingus (Chris Rock), com quem mora junto. Ela irá receber a visita de seu pai e sua irmã, e junto do namorado dela, causam um tumulto enorme que irá balançar a relação do casal. Delpy novamente trabalha com seu pai, Albert Delpy, no papel de..seu pai!. Sua mãe, a atriz Marie Pillet, faleceu 2 anos após o 1o filme, e aqui, Delpy faz uma bela homenagem para ela. No entanto, a vontade exasperada de Delpy querer ser Woody Allen, a faz criar situações cômicas que beiram o pastelão , sem nenhuma sensibilidade. Ter colocado Chris Rock no papel do namorado só reforça essa sua intenção. O lado dramático e acri-doce da comédia se perde, dando lugar apenas a gags esterotipadas sobre culturas francesa e americana. A parte realmente emocionante do filme, fica na reminiscencia de Delpy sobre a sua mãe falecida, expondo uma poesia belísssima. O filme tem várias participações especiais, entre elas, de Vincent Gallo, se auto-parodiando. ( A cena dele no restaurante, se apresentando como Ator, diretor, roteirista, produtor, etc é ótima). No mais, é se deliciar com cartões postais de NY e desejar que essa franquia termine por aqui mesmo.
Nota: 6
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Depois de maio
"Apres mai", de Olivier Assayas (2012). Assayas, além de ser casado com a musa de Won Kar Wai, Maggie Cheung, é um cineasta que gosta de provocar. Depois dos excelentes "Clean" e "Carlos", ele volta com esse épico sobre a juventude inquieta na França de 1971. Após o evento de maio de 68, estudantes procuram manter acesa a chama da liberdade e da luta contra o sistema. Gilles (Clément Métayer, excelente) é um alter-ego de Assayas: apaixonado por cinema vivo, pulsante, , ele busca na liberdade de expressão a sua força para compor arte e cinema experimental, ao contrario de seu pai, que trabalha com cinema de entretenimento. A ele se juntam vários outros estudantes, criando assim um verdadeiro painel sobre desejos e frustrações de uma geração que acreditou que poderia mudar o mundo. Um filme que impressiona pela sua beleza: fotografia, figurino, direcao de arte, maquiagem, cabelos, tudo no mais alto nivel. A trilha sonora evoca momentos sublimes do que havia de melhor no rock progressivo da época, me lembrando do prologo de "Apocalipse now" pela sua atmosfera. Os atores jovens são todos brilhantes, e o filme é uma aula de atuação para aqueles que acham que compor jovem rebelde é so gritar e espernear. Tudo exala verdade, a gente acredita em tudo o que se passa na tela. cenas antológicas ( a festa na mansão de Laurie, que culmina em incendio), a filmagem no estudio da Pinework. É uma grande produçào filmada em vários países: França, Itália, Inglaterra e até mesmo no Oriente Médio. Imperdivel para quem busca um cinema que faz pensar. Não fosse tão longo, seria primoroso.
Nota: 8
O futuro
"O futuro", de Miranda July (2011). Em 2005, com "Eu, voce e todos nós", Miranda July ganhou a "Camera d'or"no Festival de Cannes e por um bom tempo, foi considerada uma das grandes cineastas independentes que surgiram nos EUA. Mesmo com o sucesso do filme, ela levou mais de 5 anos para conseguir fazer o seu 2o longa, que obteve co-patrocinio com a Alemanha. Mais melancólica e pessimista do que o seu longa anterior, July traça a relação de um casal que está em crise após 4 anos de convivência. Na faixa dos 30 anos de idade, ele sresolvem adotar um gato em estado terminal. Porém, só podem levá-lo para casa em 30 dias, período que ele irá se recuperar no veterinário. O casal resolve entao que nesse período que eles devem reavaliar suas vidas, como se fosse também o estágio terminal do relacionamento. Miranda July é conhecida também como artista plástica e performática, e ela traz pro filme todas essas linguagens, de uma forma mais radical do que seu 1o filme, que tinha uma linguagem mais convencional. Em "O futuro", ela abusa de realismo fantástico, principalmente quando apresenta o gato: ele fala em off boa parte do filme, lamentando a sua vida e nutrindo esperança pela vida. O namorado consegue parar o tempo e falar com a lua. Ela é mais esquisitona: quer gravar 30 videos de dança pra bombar na internet, mas a falta de objetividade e a eterna apatia fará com que os dois fiquem cada vez mais afastados. O tema do tempo é muito importante para o filme. Através dele, July cria várias metaforas. Infelizmente, não me surpreendeu nem me emocoinou tanto quanto "Eu, voce..", que abusava do humor negro. Aqui é tudo mais bizarro, estranho, e fiquei com uma sensação se gostei ou não. Mas ninguém pode dizer que Miranda July não é ousada.
Nota: 6
domingo, 28 de abril de 2013
Any day now
"Any day now", de Travis Fine (2012)
Baseado em fatos reais, o filme ,ambientando em 1979, fala sobre um advogado enrustido que se apaixona por um drag queen. Um garoto portador de sindrome de down entra na vida deles por um acaso, e o casal resolve tentar a adoção dele, mas enfrentam preconceito de todos. Bom drama, com ótima atuação do trio protagonista: Alan Cumming, Garret Dillahunt, Isaac Leyva, esse último, o jovem portador de sindrome de down. A 1a parte do filme é ótima, com boas cenas e divertida. Mas a 2a parte, quando rola a disputa judicial, exagera no melodrama e fica muito burocratica, com cenas interminaveis no tribunal. Para piorar, os penteados do filme são pavorosos: Alan Cummings fica ridículo com aqueles cabelos longos, o ator que faz seu par parece que está de peruca e por a;i vai. Tem também clips com cenas filmadas em super-8, para enfatizar ainda mais a emoção, o que é um mega-cliichê. Tudo bem que é baseado em fatos reais, mas tanto a paixão do advogado pela drag queen, quanto a história da adoção, parecem pouco prováveis. Vale para ver as performances. O que já é muito.
Nota: 7
sábado, 27 de abril de 2013
Dezoito
'Eighteen", de Richard Bell (2005). Produção canadense, esse drama narra a história de Pip, um jovem cujo pai ele responsabiliza pela morte de seu irmão em um acidente. Pipo foge de casa e vai viver coo sem-terra. Ao completar 18 anos, seu pai o entrega um fita k-7 com uma gravação do seu avô, narrando um acontecimento durante a 2a guerra, quando ele se envolve com um saoldado ferido. De baixo orçamento, esse drama tem uma direção frágil e por vezes amadora de Richard Bell. O roteiro pedia um filme de orçamento maior ( cenas de batlha na guerra, etc). A solução foi resolver tudo em enquadramentos mais fechados e com sonoplastia. Mas o maior problema resid eno elenco. O protagonista, Paul Anthony, no papel de Pip, não convence nem como ator nem como biotipo do personagem. Pip era para ser um adolescente de 18 anos, mas o ator na época da filmagem já tinha 29 anos. Sua fisionomia acusa uma idade de um homem já maduro, e isso faz o filme perder a credibilidade. O roteiro também não ajuda: não dá para acreditar que tanta gente se apxione por Pip, um errante, vagabundo que vive reclamando de tudo e de todos. COomo um michê, uma jovem e um padre podem se afeiçoar tanto assim por ele? A revelação também no flash-back, d arelação do avô e do soldado ferido, também resulta inverossímel. Não existe indício de que o amor platônico irá se desenvolver entre os dois. As história spresente e passado também não tem liga, não sôa homogênea. Uma pena.
Nota: 4
Para maiores
"Movie 43", de Bob Odenkirk, Elizabeth Banks, Peter Farrely, Griffin Dunne, Brett Ratner e outros (2012)
Comédia de humor negro que foi lançado meio qualquer nota aqui no Brasil e que ninguém viu. Destroçado pelos críticos, o filme provavelmente seria esquecido em alguma prateleira de locadoras, não fosse o festival de celebridades existentes no filme, e que trazem certa curiosidade: Halle Betty, Hugh Jackman, Kate Winslet, Naomi Watts, Liev Schreiber, Chloë Grace Moretz, Emma Stone, Uma Thurman, Richard Gere, Josh Duhammel e Elisabeth Banks, entre outros. Daí a gente se pergunta, depois de assistir ao filme, que o produtor e diretor Peter farrelly deve ter um poder de fogo fudido entre as estrelas de Hollywood, por fazer todos acreditarem em seu projeto. O filme em si, é uma grande bagunça: são vários curtas, entremeados por uma história bizarra de um projeto secreto, chamado "Movie 43", que é um filme proibido e que pode deslanchar o apocalipse. Os curtas tem como tema central o sexo, o fetiche, a ambição, a violência. 4 episódios são bem interessantes: O de Chloë Grace Moretz, onde ela faz um pastiche de sua versão de "Carrie, a estranha", zombando de si própria, no papel de uma adolescete que tem sua 1a menstruação. O episódio de Hale Berry é antológico e de longe, o mais divertido e insano. O do diretor Brad Retner, que fala sobre 2 amigos que esequestram um duende, também é muito criativo, com um Gerard Buttler irreconhecivel com duende. o 4o episodio é um que mistura atores e animação, com Josh Duhammel e elisabeth Banks, sobre um gato apaixonado pelo seu dono e que quer se livrar da namorada dele. Os outros episódios são razoáveis, alguns péssimos. Deveriam ter lançado como média-metragem e deletado a história dos nerds que vai costurando os filmes. Vale como curiosidade.
Nota: 8 para os 4 episodios citados, e Nota: 4 para o restante do filme.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Homem de ferro 3
"Iron man 3", de Shane Black (2013). Finalmente, um filme da franquia que eu gostei. Digo, gostei como pipocão, me entreteu por mais de 2 horas. Apesar de ficar o tempo todo achando que o filme tinham furos de roteiro. Mas não quiz ser chato durante a sessão e abstrai tudo, em nome do cinemão americano, e daí tiro a conclusão: a gente fica tão preocupado com detalhes de roteiro, e daí percebe que os roteiristas americanos estão cagando pra verosssimilhanças. So,enjoy it! O filme, como deve ser, tem muitas cenas de ação, personagens espertos, aquele humor tão típico de Tony Stark interpretado por Robert Dawney Jr ...e ainda faz referência a um filme cult de ficção cientifica, "O exterminador do futuro". Quem for ver o filme vai entender essa homenagem em determinada cena. O filme tem otimas cenas, como a a do ataque à casa de Tony Stark,. A cena final, após créditos, pela 1a vez, se revela uma comédia, contrariando todos os outros que mostram cenas do próximo filme. Ben Kingsley está divertidíssimo, ao contrario do critico do Globo que achou que ele pagou mico. Gwhyneth Paltrow, a mulher mais bonita do mundo segundo "A people"de 2013, está de verdade linda , seguida pela beleza de Rebecca Hall.
Nota: 7
SPOILER:
Pra quem não viu ainda, não leia abaixo as questões de roteiro que super me incomodaram:
1)- O filme assume que existiu o filme "Os vingadores", pois faz referencias ao ataque a NY e aos outros herois. Não entendo então porque, numa situacao catastrofica e limite, do presidente ter sido sequestrado, do terrorista ameaçar todos os Estados Unidos, do Homem de ferro só se fuder, em nenhum momento, alguém pede para chamar os outros Vingadores para socorrer? Aonde esles estão???
2- A personagem de Rebecca Hall está muito inverossimel. Não entendo a virada da personagem, no ultimo minuto. Só porque Tony Stark disse sobre 'pessoas que perderam a alma", ela resolve mudar de time? Fraco, não?
3- A cena do menino entregando o jornal com a manchete sobre a morte de Homem de ferro para Tony Stark, assim do nada, na noite que ele foi dado como morto. Como assim, esse jornal assim do nada? Eu heim!
4- A legião de robos iron man, que solução mais Deus-ex Machina! Parabens roteiristas pela falta de criatividade.
5- O personagem de Don Cheadle, depois de sequestrado, foi largado solto? estranhissimo.
6- Como Homem de ferro e Don Cheadle descobriram o paradeiro do "Mandarim", lá pro final??
7- Nem falo sobre o desfecho de Pepper de Gwyneth Paltrow!
quinta-feira, 25 de abril de 2013
3 dias
"3 dias/ Before the fall", de F. Javier Gutiérrez (2008)
Filme espanhol que tem como tema central o fim do mundo. Em uma pequena cidade da Espanha, Alejandro mora com sua mãe. Ele sempre se sentiu despreterido pela mãe, por dar mais valor ao seu irmão mais velho, que a 15 anos atras, prendeu um serial killer que mata crianças. Súbito, o mundo descobre que a Terra vai acabar em 3 dias, com a chegada eminente de um meteroro. Caos, suicidios, e por fim, presos perigosos fogem da prisão, incluindo o serial killer, que deseja se vingar. Esse filme tinha todo um grande potencial para se tornar um cult de suspense e ficcao cientifica. Ele une generos tão distintos, como drama, ficcao cientifica, suspense. Mas essa nunção foi a sua grande fraqueza. Como esperrar que o espectador torça pelo personagens e pelas crianças perseguidas pelo serial killer, se a gente sabe que todo mundo vai morrer em 3 dias? Mesmo assim, a parte final do filme é tensa, mas ele resvala para um final romanceado, que lembra muito "Melancolia", de Lars Von trier. Mas curiosamente, esse filme espanhol é de 2008, anterior ao filme dinamauquês. Vale destacar a boa performance do ator espanhol, Victor Clavijo. As crianças não convencem tanto. Antonio Banderas foi um dos produtores do filme. Estreou no Festival de Berlim 2008, e nesse ano, foi considerado um dos 3 melhores filmes estrangeiros pelos Estudios de Hollywood, com possibilidade de um remake.
Nota: 6
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Somos tão jovens
de Antonio Carlos da Fontoura (2013)
"Somos tão jovens", de Antonio Carlos da Fontoura. Confesso que indo assistir ao filme, fiquei pensando se veria um novo "Cazuza", uma vez que a estrutura do filme é bem semelhante, pelo menos dentro do que eu já havia lido na mídia. Em primeiro lugar, quero dizer que sou fã do cineasta Fontoura, e que considero "A Rainha Diaba" uma das grandes obras-primas do cinema, e que sempre lembro como referência de um ótimo filme. Sim, Fontoura, assim como todos os cineastas, também teve o seu momento de baixa, mas agora ele, impressionantemente, ressurge para o panteão com esse filme "Somos tão jovens". Assim como Bertolucci, no alto de sua maturidade profissional, assombrou todos os críticios e cinefilos com o vigor e jovialidade de "Os sonhadores", Fontoura uma energia e potência que apenas o Cinema, como arte e paixão, consegue obter. O seu filme exala em alta voltagem um frescor, e principalmente, emoção, item tão em falta em boa parte da cinematografia nacional. Impossível falar do filme e não comentar sobre o poderoso talento de Thiago Mendonça. Esse filme será a sua grande virada na carreira, e torço para que finalmente ele obtenha uma carreira infinita de ótimos personagens com essa sua performance irrepreensível. E o mais assombroso: o filme deixa espaço para que o elenco inteiro, sem distinção, brilhe, mesmo que em pequenos ou grandes papéis. Estão todos coesos, espontaneos e verdadeiros em seus papeís, O cinema vibra com a trilha sonora da Legião Urbana, e o trabalho de câmera na mão se integra a essa dinâmica do grito da geração que quer se fazer ouvir. Considerações? Sim, algumas, mas insignificantes perante ao conjunto e importancia desse filme para um público ávido por bom entrenimento que faça pensar, emocionar, e porque não, sair do cinema cantandoe querendo ouviraquele cd de antologias empoeirado na prateleira, d euma banda que ousou surgir e se denominar "Legião urbana". Imperdível e obrigatório. E Viva o Cinema Nacional.
terça-feira, 23 de abril de 2013
O mar
"El mar", de Agustí Villaronga (2000)
Que belo filme. Agusti é um cineasta catalão, e essa produção obscura de 2000 traz uma história de perversão, desejos reprimidos, violência e paixao. Ingredientes perfeitos para um melodrama. Mas Agusti faz mais que isso: ele incorpora elementos de uma tragédia grega, onde o destino dos personagens já é traçado desde a sua infância. Durante o ano de 1936, Guerra Civil espanhola, 3 amigos testemunham adultos sendo assassinados pelo pai oficial de um colega deles. Num acesso de fúria, Rammalo, um dos amigos, mata o menino. 10 anos se passam, e os 3 se reencontram em um hospital de tuberculosos. Francisca virou uma freira, Ramallo um bandido tuberculoso e Tur se revela extremamente religioso, mas mais para buscar uma ajuda de Deus, pelos pensamentos pecaminosos que ele tem com o amigo Ramallo. Violento, exacerbado, com interpretações que lembram os atores amadores de Pasolini, mas mesmo assim com humanidade, naturalismo. Dos atores conhecidos, apenas Angelina Molina, habituee'dos filmes de Almodovar. É um filme ousado por misturar conflitos espirituais, carnais de uma forma explícita. Vale ser descoberto.
Nota: 8
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Amorosa Soledad
"Amorosa Soledad", de Martín Carranza e Victoria Galardi (2008) . O que mais surpreende nessa comedia romantica argentina, é que ela é de 2008, e somente agora, 5 anos depois, encontrou espaco no circuito para ser lancado comercialmente aqui no Brasil. A historia e' sobre Soledad, uma jovem design, que leva um chute na bunda do namorado músico. Deprimida, suas neuroses veem a tona, inclusive sua hipocondria e o desejo de estar sempre analisada por um medico. A relação tumultuada com sua mãe perua só faz agravar as cosias. Até que um dia ela conhece alguém. A atriz Ines Efron e'um verdadeiro achado. ela compoe o seu personagem como se fosse um Woody Allen de saias. Talvez o filme tivesse sido mais divertido, se os cineastas tivessem assumido o fato de ser um filme comercial, e terem feito uma decupagem mais detalhada, e nao afeito a planos unicos e longos, o que faz o espectador deixar de ver os rostos de seus personagens em varios momentos decisivos. De qualquer forma, é uma comedia romantica deliciosa, com otima trilha sonora e atores de apoio competentes. Ricardo Darin faz uma ponta no papel do pai da jovem.
Nota: 7
Conspiradores do prazer
"Spiklenci slasti", de Jan Svankmajer (1996)
Fábula do mestre do surrealismo tcheco Jan Svankmajer, essa Produção de 1996 conta 6 histórias de pessoas comuns, mas que em suas vidas privadas, revelam seus fetiches mais bizarros, todos envolvendo sexo e prazer. O filme é todo sem dialogos, na linha de outro mestre, Jos Sterling, dinamarques autor de "O ilusionista". Se utilizando de uma fotografia pastel, que ressalta a fantasia da historia, e fazendo uso de técnicas de animaçao stop motion, o filme tem cenas estranhas, muitas dificeis de segurar o riso, tal o teaor de sandice que saiu da mente do diretor. Nos creditos finais, lemos agradecimentos a Luis Bunuel, Sigmund Freud e outros, dando a entender que sonho é sempre relacionado a surrealismo e realismo fantastico. O som tambem causa sensações diferentes, e o elenco, competente, dá vida a personagens dificeis, que na pele de atores amadores, se tranformaria em perolas trash. Aqui, temos uma linha tenue entre primor e tosquice, graças ao talento do cineasta, premiado em muitos festivais. Vale ressaltar uma homenagem que ele faz ao classico de Cronemberg, "Videodrome", quando um dos personagens s erelaciona com uma jornalista via monitor de televisão.
Nota: 7
domingo, 21 de abril de 2013
Minha mae e' uma viagem
" The guilt trip", de Anne Fletcher (2012)
Deliciosa comedia acri-doce, produzida por Barbra Streisend e Seth Rogen, protagonistas do filme. Barbra e' uma excelente atriz e comediante, e " Essa pequena e' uma parada" e' das comedias mais divertidas da historia do cinema. Seth Rogen interpreta Andrew, um qu'imico que produziu um produto de limpeza e tenta vende-lo, sem sucesso, para empresas. Ele vai visitar sua mae em outra cidade e resolve leva-la para fazer viagem de carro com ele, com uma determinada finalidade em mente. Mas a viagem nao segue como ele planejou. Barbra se diverte fazendo a mae judia, com todos aqueles cliches da mae possessiva, falante, que se intromete em tudo. Rogen faz aquela linha homem comum, boa gente, e que sempre se enrola nas situacoes. Juntos, eles produzem otimas gags. O roteiro foi escrito por Dan Fogelman, mesmo roteirista de " Amor a toda prova", uma maravilhosa comedia romantica com Steve Carrel e Julianne Moore. O roteiro 'e uma auto-biografia de Fogelman, onde ele narra suas experiencias com sua mae judia. O que me intrigou e incomodou bastante no filme, foram os excessos de merchandising em cena. Alguns ate se encaixam na historia, outros sao meramente ilustrativos. Tem de tudo: M&M, Macdonald's, coca-cola, Gap, Macy's, Kmart, Avis, Budget, Tylenol, Tree ripe( suco de laranja), Costco, Steak RAnch (restaurante), HArd Rock Cafe...'e uma lista infindavel. Fico na duvida se o filme foi produzido por todas essas empresas. So sei que cada vez que entrava um produto, eu saia do filme. `A parte disso, o filme tem seus momentos realmente engracados, alguns momentos, como nao podia deixar de ser, de licao de moral e de drama, que culminam em emocao. Uma pena que o filme nao sera mais exibido comercialmente nas telas do Brasil, e foi direto para as locadoras. Uma otima sessao da tarde, sem contra-indicacoes.
Nota: 7
Fim
"Fin", de Jorge Torregrossa (2012)
Drama apocaliptico espanhol, roteirizado por Sergio G. Sánchez (O orfanato) e Jorge Guerricaechevarría (Cela 211). Li uma entrevista do diretor durante uma exibicao no Festival de Toronto que ele queria fazer um filme existencialista, por conta de sua paixao por Antonioni, e que queria evitar os cliches de filmes de cunho religioso. Porque entao, ele chama 2 de seus personagens de "Eva" e " Angel" ? Sáo nomes muito sugestivos e que significam muito na trama. O filme narra a historia de um grupo de 6 amigos que 20 anos depois, resolve se reunir numa casa no alto de uma colina. A esse encontro se juntam as namoradas de 2 dos amigos. Um evento misterioso acontece na noite, e entre lavacao de roupa suja dos amigos, que colocam seus fantasmas do passado a tona, descobrem que algo estranho esta acontecendo. Um a um vao desaparacendo sem deixar rastros, ate chegar a um desfecho surpreendente. O filme tem uma mistura de bons e maus atores. Maribel Verdu, estrela espanhola, interpreta um papel coadjuvante, deixando a protagonista a cargo de Clara Largo, atriz do instigante suspense " A cara oculta". Uma das grandes falhas do filme, e que deixa o espectador sem rumo, e' o roteiro. O filme deixa muitas perguntas em aberto, e as reais intencoes e acontecimentos nunca sao explicados. Os personagens tambem sao mal delineados, e me irritou bastante o fato de, quando alguem desaparece, 2 segundos depois ninguem mais fala dele. Tudo bem, o existencialismo comentado pelo diretor, que quiz propor ao espectador a pergunta" o que aconteceria se seus entes queridos simplesmente sumissem de sua vida", nao precisava ser assim tao ao pe da letra. Afinal, o filme nao e' um filme de Antonioni, e sim um suspense, na linha do seriado " Lost" e "evolution", claramente referencias. A fotografia e as locacoes do filme sao o grande chamariz do filme. Os efeitos especiais tambem deixam a desejar: a cena dos animais correndo na direcao dos personagens, por ex, fica evidente o uso de CGI. O desfecho e' super anti-climax.
Nota: 5
Ginger e Rosa
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"Ginger and Rosa", de Sally Potter (2012)
Em 1992, Sally Potter despontou com o seu cult " Orlando, a mulher imortal", filme que lancou a atriz Tilda Swinton para o mundo. Passados mais de 20 anos, e sem um filme de ponta ate entao, Potter surge com esse belo " Ginger e Rosa". Ambientado no ano de 1962 em Londres, o filme relata a crise mundial devido a Guerra Fria. Ginger e Rosa sao duas amigas que desde crianca, nao se desgrudam. Ginger e' extremamente preocupada com o fim da humanidade, apavorada com uma possivel guerra nuclear. Rosa esta mais interessada em rapazes e noitadas. Ginger participa de movimentos pacifistas, enquanto Rosa cada vez mais se afasta da amiga. Potter filma com extrema elegancia, com planos bonitos e fotografia deslumbrante, que reforca as cores melancolicas de uma epoca onde o futuro parece nao existir. A trilha sonora tambem confere charme a producao. Um grande ponto forte e' o elenco: Elle Fanning ( de " Em algum lugar", e irma de Dakota) esta sensacional. Alice Englert, filha da cineasta Jane Campion, tem uma participacao menor, mas tambem esta otima. O restante do elenco tambem faz por merecer o destaque: Alessandro Nivolla, Christian hendricks..mas quem rouba as cenas e' o trio fenomenal composto pelo casal gay Tomithy Spall e Oliver Platt, e a ativista americana de Annete Benning. Pena que eles aparecam tao pouco! Um ponto que tenho lido em resenhas do filme e' a insatisfacao de espectadores ingleses coma escalacao de 2 atrizes americanas compondo personagens ingleses: Elle Fanning e Catherine Hendricks. Entendo esse protecionismo, o que posso dizer e' que elas estao otimas. Curioso e' que Dakota na mesma epoca tambem interpretou uma inglesa no filme " Now is good". A primeira parte do filme e' mais interessante. Quando o filme segue para um rumo mais dramatico, perde um pouco de sua magia e emocao. O ritmo tambem vai ficando mais lento. Mas no geral e' um belo filme, que retrata um dos momentos chave da historia , a Guerra Fria, mesmo que sendo usada como metafora da vida de Ginger, que encontra nessa Guerra um significado para a sua propria guerra interior.
Nota: 7
sábado, 20 de abril de 2013
Fim de semana em casa
"Was bleibt", de Hans-Christian Schmid (2012)
Drama alemão que fala sobre assuntos mal-resolvidos em família que culminam em tragédia. Marko é um homem separado, pai de um menino, que mora em Berlin. Ele atende ao chamado de sua mãe, que mora no interior, para passar um final de semana na casa dos pais. Chegando lá, o reencontro com os pais e o irmão mais novo trará consequencias graves, quando a mãe anuncia que deixará de tomar remédios para a sua depressão.
O filme vai sendo narrado em ritmo bastante lento, e acompanhamos o desenrolar das vidas de cada ente da família de forma quase documental. Para os padrões de um drama alemão, esse aqui nem é pesado, denso, como tantos outros. Luminoso, com bela direção de arte e fotografia, ;e um filme delicado, mas que não alça maiores vôos. O destaque fica por conta do elenco, atores pouco conhecidos mas que trazem verdade na composição de seus personagens.
Nota: 6
O que Richard fez
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"What Richard did", de Lenny Abrahamson (2012)
Filme irlandês, ganhador de vários prêmios em 2012 e exibido em vários festivais. Narra o drama de Richard, um jovem perfeito: bonito, rico, atleta, desejado pelas garotas, invejado pelos colegas, a típica pessoa que todo mundo quer se aproximar. Seus pais o mimam e o amam, porém seu pai quer que Richard seja sempre um vencedor e não aceita derrotas. Um dia, durante uma festa, Richard se envolve em uma briga, que trará consequências devastadoras para a sua vida , amigos e familiares. Anunciado como sendo o melhor filme irlandês de todos os tempos, o que é um exagero. É um drama correto, mas a sua maior fraqueza é justamente o seu roteiro. Faltou dramaturgia para segurar seus quase 90 minutos de filme. As cenas se arrastam, mostrando o antes e depois do ocorrido. Talvez tenha sido uma opção do diretor, de mostrar o cotidiano extremamente comum de jovens irlandeses em um ambiente onde nada acontece. Mas senti falta de algo mais visceral, na linha de "depois de Lucia"e "Despertar" (filme holandês), 2 exemplares de filmes que falam sobre a juventude sem rumo e como encontram um vazio emocional dentro de si que culmina em tragédias. O ponto forte fica por conta do elenco, a começar pelo jovem Jack Reynor, perfil ideal do personagem. Curioso foi descobrir o ator dinamarques Lars Mikkelsen no papel de pai de Richard. Lars é irmão de Mads Mikkelsen, ator de "a caça" e atual "Hannibal". É um filme de narrativa fria, distanciada. A emoção passa longe mesmo em cenas de trepadas.
Nota: 6
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Amor pleno
"To the wonder", de Terrence Malick (2012). Sou um grande defensor de "Árvore da vida", um dos filmes recentes mais controversos: metade dos que o viram o odeiam. O caráter espiritual e existencial do filme me cativaram através de imagens estupendas e uma atmosfera etérea, quase sobrenatiral. Agora em seu filme posterior, "Amor pleno", terrence se utiliza da msma linguagem narrativa para contar uma história sobre a falta de comunicação e a crise de identidade cultural. As cenas são desenvolvidas quase sempre por lentes grandes angulares, sem cortes e com camera em constante movimento. A fotografia, a cargo do mexicano Emmanuel Lubezki, fotografo que tem feito os ultimos filmes de Malick e quase todos od de Alfonso Cuaron, é absolutamente deslumbrante. Mas o filme, ao contrário de "Árvore da vida", não me encantou. Faltou a emoção e o encantamento. O que vemos é um filme frio, quase sem diálogos, narrado o tempo todo em off da personagem da russa Olga Kurylenko. O filme é tão sem alma, que os personagens não tem nome. A história gira em torno da paixão fulminante entre um americano e uma russa divorciada, que se conhecem em Paris. Ele a leva para morar com ele em Oklahoma, junto coma filha dela. Porém da mesma forma que o amor floresceu, o amor se desfez. O filme então faz essa narração sobre os momentos de encantamento e posterior desamor do casal. Basicamente, são 4 os personagens principais, encarnados por Ben Afleck, Olga Kurylenko, Javier Barden e Rachel MacAdams. Os atores quase não interpretam, é quase um desfilar de situações soltas sem dramaturgia, Os personagens, assim como o filme, são globalizados. Fala-se em russo, frances, ingles e espanhol. A crise de identidade cultural vem aliada à crise espiritual, na pele do personagem do padre de Javier Barden. Com menos de 2 horas, o filme provoca um certo tédio, muito devido a falta de uma história consistente, quanto pela narrativa lenta. O que fica na lembrança, é o visual apurado e magnetizante. Nota: 6
A morte do demônio
"Evil dead", de Fede Alvarez (2013). Ok, todo mundo já sabe que esse filme é um remake do clássico de Sam Raimi, "Evil dead"; que o próprio Sam Raimi produziu esse remake e convidou o cineasta Fede Alvarez, uruguaio, após ter ficado impressionado com o seu curta "Panic attack"; e que Diablo Cody, a roteiritsa premiada por "Juno", co-escreveu o roteiro. Bom, confesso que fiquei numa super expectativa, ainda mais depois de ter visto o ótimo trailer e o cartaz com o subtexto"O filme mais arrepiante que você verá nessa vida". O que posso concluir? Que os marketeiros do filme são sensacionais. Nào que o filme seja ruim. Ele é até assistível, e leva o termo passatempo ao pé da letra: não perde tempo com muitas explicações e vai direto ao que interessa. Afinal, o público quer ver sustos e sangue, muito sangue e cenas nojentas, como no original. Sim, o filme tem aluma scenas que homenageiam cenas clássicas do filme de Raimi, mantém aquele mesmo movimento de câmera que percorre a floresta..,e tem até Bruce Campbell, o mocinho do original, em uma ponta em um prólogo muito do dispensavel. Aliás, esse prólogo é estranho: porque mantiveram o livro no local? Porque não avisaram as autoridades? enfim..,, o filme tem aqueles sustos bobos de sempre: gente que surge do nada, barulhos estridentes...é tudo bem previsível...o que diverte mesmo são as referencias ao original. para quem o viu, é até divertido. Para quem não viu, fica valendo como novidade. Ah sim, os atores continuam ruins, aquelas cenas ridículas continuam as mesmas dos filmes de terror: porque diabos alguém caminha sozinho no local, sabendo que o demonio pode surgir? Porque o carro nunca pega, a chave sempre cai no chão? Bom, matei a curiosidade...e o final valeu a pena, é bem resolvido. Mas atenção para os creditos finais: aparece uma ultima cena, que na verdade, é uma bobagem. Ah, um ponto positivo: a produção evitou de usar efeitos de computação grafica, e tudo o que se vê são efetos mecanicos, reais. Ficou interessante, algo bem vintage.
Nota: 6
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Venuto al mondo
"Venuto al mondo", de Sergio Castelitto (2012)
"Venuto al mondo", de Sergio Castelitto. O ator e cineasta italiano Sergio Castelitto convidou Penelope Cruz, com quem já havia trabalhado em "Não se mova", a protagonizar essa história de amor ambientada durante a Guerra da Bósnia. Para tal, Castelitto se apossou do romance homônimo que sua esposa escreveu. Para fazer par romântico com Penelope, foi chamado Emile Hirsch ( "Na natureza selvagem"). E aí reside o maior problema do filme. Não existe química com o casal. Emile é muito mais jovem do que Penelope, e isso fica evidente nas telas. Castelitto resolveu esse problema através de uma frase, onde Cruz diz: " Quantos anos você tem? ", de forma debochada. Mas em momento algum do filme, fica claro esse amor. Ainda mais uma paixão fulminante. Não se entende o porquê da personagem dela ter esse fervor todo pelo personagem de Hisrch, um fotógrafo errante, que ela conhece por acaso durante a estada dela em Sarajevo no final dos anos 80, quando ela vai escrever uma tese. O filme narra essa paixão e também fala sobre a vontade do casal de ter filhos. Ela se descobre estéril e daí, o amor do casal dá lugar a luta que o fotógrafo empreende para poder ajudar a população de Sarajevo. O filme vai e volta no tempo, encontrando a personagem de Penelope já com mais idade, e com um filho adolescente. Ela retorna para Sarajevo a convite de um amigo e aí, vai relembrando a tragédia que se apossou do local. O filme, além do problema de casting, tem também pontos fracos residentes no roteiro. O filme é longo, e a primeira parte é toda focada na questão da maternidade. Fiquei o tempo todo querendo entender mais dessa Guerra, que ela invadisse mais a vida dos personagens. Afinal, a Guerra da Bósnia foi esquecida muito rápida, e no entanto, foi extremamente brutal. Angelina Jolie mostrou essa faceta cruel em seu filme " In the land of blood and honey". Aqui, se limita a mostrar alguns momentos de tensão e mais tardar, na revelação surpreendente da história, o ponto alto da trama. Mas até lá, o filme demora a acontecer, o que é uma pena. Castelitto obteve um grande orçamento para esse filme, filmou em locações reais em Sarajevo. Mas a sua direção, apesar de correta, pesou no melodrama e faltou na emoção. Outro ponto negativo é a maquiagem: na fase atual, a maquiagem de envelhecimento é pavorosa. Curioso que só pintaram os cabelos de grisalho e deram algumas rugas de expressão, mas o rosto continua jovial, o corpo cheio de vitalidade. O filho de Castelitto dá vida ao filho adolescente, Pietro. Jane Birkin faz uma participação especial na pele de uma agente de uma agência de adoçào de crianças. Ela está a cara da Lily Tomlin. A fotografia é um deslumbre, e a trilha sonora, curiosamente, recheada de canções pop. O filme tem todas as melhores intenções do mundo. Se vale ser visto? Sim. Mas infelizmente, não é aquele melodrama maravilhoso que a gente adora ver e se amocionar com uma história de amor impossível.
Nota: 6
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Hoje
"Hoje", de Tata Amaral (2012). A cineasta paulista retoma a linguagem de seus primeiros filmes , os premiados "Céu de estrelas" e "Através da janela" e novamente, enclausura seus personagens dentro de um apartamento. Essa opção narrativa torna o filme mais claustofóbico, e porque não, teatral. Denise Fraga e o uruguaio Cesar Trancoso dão vida a Vera e Luiz, 2 ex-militantes contra a ditadura. Vera se muda para um apartamento que ela acabou de comprar, e durante a mudança, Luis surge e cobra dela ajustes do passado que precisam ser resolvidos. O filme propõe uma surpresa narrativa, e dosando humor atraves de outros personagens ( os raoazes da mudança, a vizinha paranóica) o filme acerta quando aposta no drama. Denise Fraga é uma grata surpresa, e vai ser interessante ver o público reagindo a essa incrusão dramática da atriz. Cesar Trancoso, de "O banheiro do Papa", cumpre com discreção o seu papel. O filme se utiliza de linguagens experimentais, como a projeção na parede e sobre os corpos, e traz uma bela fotografia de Jacob Soletrinek. É um filme a se conferir, ainda mais discutindo um tema tão em boga como a Ditadura em paises da America Latina.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Meu pé de laranja Lima
" Meu pé de laranja lima", de Marcos Bersntein (2012). Após uma versão para cinema e 3 adaptações para novelas, o livro clássico de José Mauro de Vasconcelos recebe nova versão nas mãos de Marcos Bernstein, famoso roteirista brasileiro que escreveu, entre outros, "Central do Brasil". Esse livro, que li quando criança, com certeza foi livro de cabeceira de muita gente boa. Berstein escreveu essa versão junto da roteirista Melanie Dimantas. Adaptando para tempos mais atuais do que o descrito no livro ( vemos uma banquinha de cd's caseiros no filme, e na época atual, com Caco Ciocler, celular), o filme tem no elenco a sua grande força. Impossível não se emocionar com o menino João Guilhermr Ávila. Filho do cantor Leonardo, o menino impressiona pelo seu carisma, pela segurança e pelo ar de melancolia. Nos momentos que ele chora, a gente realmente acredita na tristeza dele. O seu personagem Zezé magnetiza o espectador e desejo que ele faça muito sucesso em sua carreira, pois merece. Me lembrou bastante a empatia do menino do filme 'O ano que meus pais sairam de férias". José de Abreu também está muito carismático, e seu personagem do portuga Manuel é um barato. Um detalhe: José de Abreu em algumas cenas parece ter se esquecido que o personagem é portugues e fala sem sotaque. Achei estranho. E a virada do personagem, apesar de brusca, é aceitável. Eduardo Dascar também impressiona em sua performance, mesmo com um papel tão complexo e antipático. Economico nas expressões, Eduardo atua com bastante inteligência. Outro ator que destaco é o que interpreta o cantor , ele tem poucas mas ótimas cenas. A fotografia, não sei se foi a projeção, estava escura. Berstein optou por algumas idéias estéticas que não me agradaram ( por ex:, quando o menino visita Manuel, e pelo seu ponto de vista, ele parece um açougueiro psicopata, todo avermelhado) e uns angulos de camera "quebrados"que me incomodaram para uma narrativa clássica como essa. Mas nada que tire o brilho e a beleza dessa história. Ponto para Berstein, que com esse filme, traz a diversificação do Cinema Nacional.
Therese D
" Therese Desqueyroux", de Claude Miller (2012) . Essa segunda adaptação do livro "Therese Desqueyroux" (a 1a foi estrelado por Emannuele Riva em 1962) foi dirigida por Claude Miller, que veio a falecer antes de sua exibição no Fetsival de Cannes 2012, tendo encerrado o Festival. Narra a triste história de Therese, filha de uma família aristrocrata, dona de terras. Ela se casa com Bernard, tambem de familia tradicional e dona de terras. as 2 famílias vivem de aparencias e se preocupam com a etiqueta e com o nome na sociedade. O filme se passa em 1926, e Therese se sente acuada e entediada com o casamento, não se encaixando nos padrões regidos pela sociedade vigent. Ela passa a ter visões, até que um dia, é acusada de tentar matar o marido. O filme é um bom drama, e Miller era hábil contador de histórias, filmando com classe, apesar de não ter criado um estilo próprio ( os seus filmes narrativamente são bem convencionais. A força reside no trabalho do elenco e no roteiro). Ao contrário do que dizem as críticas, gosto bastante da performance de Audrey Tautou. Muita gente acha que ela não tem força para papéis dramáticos. A mim ela convenceu bastante. No seu filme anterior, 'A delicadez do amor", Audrey ja havia me comovido com personagens trágicos e melancólicos. Aqui em "Therese D", ela protagoniza com força esse melodrama carregado nas tintas, além de trazer charme e carisma para um papel tão difícil em termos de caráter. Nota: 7
domingo, 14 de abril de 2013
Daniel e Ana
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"Daniel e Ana", de Michel Franco. Exibido na Quinzena dos realizadores em Cannes, esse filme do mexicano Michel Franco, mesmo autor do soco no estomago "Depois de Lucia" é igualmente uma obra polêmica e agressiva. Percebe-se, vendo os 2 filmes de Franco, que ele tem uma predileçào aos filmes de Michael Haneke, que invariavelmente, giram em torno da violência, da sordidez, da crueldade humana, da falta de comunicação. Os seus personagens são sempre vítimas mudas, que não conseguem expor os seus dramas, as suas tragedias, e que por conta disso, caminham para a tragédia. Um casal de classe média alta tem 2 filhos: O adolescente Daniel e a Jovem Ana, que irá se casar em breve. Um dia, no carro, os 2 irmãos sào sequestrados e no cativeiro, forácdos a tarnsarem entre si. Descobre-se que o grupo promove pornografia fazendo videos reais. Os 2 irmãos, traumatizados, não revelam a história para ninguém, mas o ocorrido muda para sempre a vida dos dois. Nos créditos iniciais, diz-se que a história é baseada em fatos reais. Muito triste ver que coisas assim acontecem asos milhares na America latina, segundo de novo, os créditos finais. Franco é um admirador da narrativa documental, invasiva, que acompanha os seus personagens em registro quase que perverso, de voyeur. A camera fica parada durante muitos minutos, e testemunhamos a tudo, impiedosos. A ausencia da música faz com que o silêncio se torne quase insuportavel. É um filme difícil de acompanhar, assim como em "Depois de Lucia". Para espectadores avisados, verão um filme porrada. Aos desavisados, melhor ver uma sessao da tarde. O ritmo é bastante lento e pode encher o saco de muita gente. O sequestro acontece logo na primeira meia hora, a hora seguinte é somente as consequencias do ato na vida dos irmãos.
Nota: 7
Magnolia - O barco das ilusões
"Show boat", de James Whale (1936)
Baseado em um famoso musical da Broadway, "Show boat"teve 3 versões cinematograficas. Mas essa versão de Whale foi a mais famosa e a mais celebrada entre público e criticos. Lançada em 1936, e protagonizada por Irene Dunne, então a grande estrela dos Estudios Universal, foi dirigido por James Whale. Whale, para quem não sabe, foi o realizador de vários classicos de terror, entre eles "Frankestein"e "A noiva de Frankestein". Homossexual assumido, o que provocou ira e espanto de produtores da época, Whale era também, teatrologo e cenografo. Numa de suas entrevistas, Whale disse que seu filme favorito foi "Show boat". Whale não tinha filmado um musical até então, e surpreende que o filme seja tão dinamico, lirico, encantador. EStá na lista dos melhores filmes musicais de todos os tempos, segundo a "American's film Institute". O filme, ambientado em 1880, narra a historia de Magnolia, uma jovem que mora em um barco que percorre o Rio de Mississipi. O barco é recheado de artistas, que se apresentam para a população. Os pais de Magnolia administram o barco. Contra a vontade da mãe, o sonho de Magnolia é se tornar cantora. O filme percorre vária décadas, e entre os seus temas ( jogatina, desemprego, alcoolismo) o mais importante, e que foi um escandalo na época, e a questão da segregaçào racial. O elenco de apoio possui um otimo casting de negros, entre eles Hettie Macdoweel ( "E o vento levou") e Paul robeson, que apresenta um numero antologico de "Old man's river". No entanto, com tanta exuberancia, o filme enfraquece justamente em seu roteiro. Alguns personagens fundamentais na trama, como Julie, a amiga, e o elenco negro, desaparecem na trama, deixando claro que eles eram apenas escada para os protagonistas. O que é uma pena, pois renderiam ótimas cenas até seu desfecho. de qualquer forma, a ingenuidade e o excesso de melodrama trazem um charme extra ao filme, que ainda hoje, cativa pelo seu exagero estetico, muito graças a James Whale.
Nota: 8
sábado, 13 de abril de 2013
Augustas
de Francisco Cesar Filho (2012)
Diretor de documentarios premiados em Festivais mundo afora, Francisco faz aqui seu debut em longa de ficção. Rodado em 2008, o filme somente encontrou espaço em festivais e no Canal Brasil. O filme, baseado livremente em um livro chamado " A estrategia de Lilith", de Alex Antunes, narra a historia de um jornalista paulistano que transa com sua chefe, ate ser mandado embora. Desempregado, o jornalista ( interpretado pelo ator e dramatrgo Mario Bortolotto, que foi baleaso em um assalto 2 anos depois) vaga pela Rua Augusta, e mantem um caso com uma prostituta ( Carol Abras) e passa a frequentar um Centro xamanico. O diretor quiz homenagear essa rua que sempre foi uma mescla de lojas de luxo com uma boemia de baixo nivel, onde a vida noturna é voltada para a prostituicao e venda de drogas., alem de um alto indice de casas noturnas. O filme começa com um curta rodado por Carlos Reichembach em 1967, e mostra essa mesma Rua Augusta, que desde a epoca, ja era esse misto de boemia e glamour. Infelizmente, o filme procura fazer uma homenagem à linguagem do cinema marginal e se perde na referencia. Com uma tecnica precaria, uso de camera na mão sem qualquer sutileza, e um som que nitidamente parece dublado, o roteiro, escrito a 4 maos com Jose Belmonte, é um arremedo de situacoes que exploram muito mal os personagens. A homenagem ao basfond da Rua Augusta fica aquem de suas possibilidades. Faltou charme e glamour, sobrou falta de sutileza. Valeu pelo curta do Reichembach.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Reality
"Reality", de Matteo Garrone (2012)
Que lindo filme! Garrone é o mesmo diretor do otimo "Gomorra", que venceu em Cannes 2008 o Grande Premio do Juri. Agora, novamente em 2012, o cineasta italiano venceu seu 2o Grande Premio do Juri com essa fabula acre-doce. O filme é distribuido como comedia, mas esse genero é o que ele menos e'. É um drama triste, tristissimo alias. O filme, inclusive,traz aquela melancolica visao do mundo, atraves do ponto de vista de um personagem ingenuo, de bom coracao. Assim como em "Noites de Cabiria", de Fellini, Luciano, o protagonista do filme, quer acreditar que o mundo o recebe sempre de bracos abertos. Luciano é dono de uma pequena peixaria em Napoles. Pobre, ele mora com esposa e filhos numa casa, vizinho a suas sobrinhas e mae. Um dia, a esposa chama Luciano para ele se inscrever no "Big Brother", programa que ele é viciado e que sonha em participar, acreditando que ira vencer e mudar sua vida para sempre. Porem, semanas antes da selecao final, Luciano vai se tornando obcecado, achando que todos ao seu redor sao representantes da emissora que seleicona os candidatos, e procura agradar a todo mundo. Matteo narra o filme de forma simples, sem grandes arroubos de movimentacao de camera, com excecao de alguns movimentos de grua e steadicam. ele quer seguir o seu personagem, ver o mundo que ele observa. A trilha sonora traz acordes tristes, lembrado notas de Morricone e Nino Rota. Ver belas locacoes em Napoles e em Roma, especialmente o Estuido Cinecitta e o Coliseu, ja valem para asistir ao filme. Mas o elenco excepcional, como um todo, traz uma forca dramatica, provocando comocao, verdade, a empatia do espectador que fica totalmente torcendo pela familia. Aniello Arena, o protagonista, é de um carisma impressionante, A tragedia de seu personagem é apresentada por uma performance singela, sensivel, irrepreensivel. Incrivel é a historia de Aniello. Ele é prisioneiro com anos de pena a cumprir, e faz parte de um grupo teatral que foi formado na prisao ( algo como no filme "Cesar deve morrer", dos Irmaos Taviani). O cineasta o conheceu e o chamou pro filme. Aniello conseguiu dispensa provisoria, e quando do lancamento do filme em Cannes, foi proibido de acompanhar. Seja qual for seu crime, torco para que ele consiga trabalhar em mais projetos. Um grande ator.
Nota: 8
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Quarto 237
"Room 237", de Rodney Ascher (2012). Divertido documentario que tenta analisar supostas teorias de conspiracao, mensagens subliminares e afins que estariam escondidas na obra-prima "O iluminado", de Stanley Kubrick. O filme apresenta uns 5 mega-aficcionados pelo filme, fas convictos, que passaram anos estudando frame a frame o filme. Cada um deles tece uma teoria sobre o filme, a maioria absurdamente hilariante. Tem a teoria que acha que o filme fala sobre Genocidio dos indios americanos..outro fala que o filme faz uma visao sobre o Holocausto e o extermino de judeus..inclusive, numa fusao entre cenas, o teorico acredita que o bigode de Hitler e'visto na testa de Jack (Jack Nicholson). Tem tambem uma teoria de que as imagens do Homem na lua sao falsas, e que foram filmadas por Kubrick. Dai, Kubrick usou "O iluminado"para fazer sua confissao. Em uma cena, Danny usa um casaco com o desenho da nave Apollo 11 sendo projetado, o que seria um indicio disso. Existe tambem uma teoria de que Kubrick se reuniu com publcitarios, e colocou em seu filme varias mensagens subliminares, escondidas atraves de elementos de direcao de arte, como posteres, etc. Em uma cea, o teorico acredita estar vendo um "penis ereto" !!!! O abusrdo e' tanto, que o cineasta exibe uma projecao de "O iluminado" de tras pra frente, e funde a versao original. Desse resultado de projecoes, ele consegue observar varias mensagens subliminares, sugerindo que muita coisa ali foi colocada por Kubrick para dar um sentido simbolico. No entanto, o que mais gosto do filme, alem de rever imagens do filme, e algumas outras de bastidores ( incluindo uma hilaria, de Jack Nishoson surtado, enquanto aguarda o acao de Kubrick, e um integrante da equipe fugindo do machado de Nicholson), e'perceber que o filme e't ao cultuado, que provoca essa discussao criativa , fazendo a festa de cinefilos. E'um filme que com ceretza suscitara disuccoes acaloradas ao final da projecao. Por isso, junte um grupo de amigos fas do filme e va assistir.
Nota: 7
terça-feira, 9 de abril de 2013
Depois de Lucia
"Despues de Lucia", de Michel Franco (2012) Caraca, esse filme testa todos os limites de crueldade jamais vistos em um ambiente escolar. "Bullying" igual aqui voce nao viu nem em "Deixa ela entrar",
"Elephant", ou mesmo "Carrie, a estranha", que comparada a esse, parece filme da Disney. Alias, o tempo todo eu ficava me lembrando de Carrie, e desejando que Alejandra, a protagonista de "Depois de Lucia", tivesse os mesmos poderes telecineticos e mattase todo mundo. Gente, é sofrimento demais! É muito dificil de assistir varias cenas, e tenho ceretza de que muita gente vai querer sair da sala de exibicao. O filme mexicano, vencedor do premio "Un certain regard" em Cannes 2012, conta a historia de Alejandra, uma adolescente, e seu pai Robert, Chef de cozinha, que se mudam de cidade, apos a morte por acidente de carro sofrida pela mae de Alejandra. Roberto se transforma numa pessoa depressiva, e Alejandra procura se socializar com os colegas de escola, mas aos poucos, ela se torna vitima de todos os companheiros, que a manipulam violentamente. A linguagem do filme é composta de planos longos, expositivos, que duram mais de 5 minutos cada. A decupagem é pouca, quase nao tem corte nas cenas. É um filme de ritmo lento, seco, quase sem musica. Muitas das cenas sao dificeis de acompanhar pelo nivel de crueldade. Os 2 atores principais estao barbaros, e leva a risca os seu dificies papeis. Os outros adolescentes, pelo que eu li, sao todos amadores, e funcionaram muito bem, agindo de forma naturalista. Ao final da projecao, fica clara a referencia de Michale Heneke. Tanto pela tematica em si, a da violencia, quanto por 2 cenas que soam como homenagem: a cena final, obviamente ( lembrando "Funny games" ) e a do recebimento do dvd, lembrando "Cache". Definitivamente, nao é um filme para indicar a pessoas sensiveis. Curiosidade: podem ter certeza, a cena final causara a mesma ovacao do desfecho de "Dogville" na plateia.
Nota: 8
segunda-feira, 8 de abril de 2013
A busca
"A busca", de Luciano Moura (2012) . Sao dois os grandes meritos desse belo filme do Diretor de publicidade da O2, Luciano Moura: A excelente fotografia de Adrian Teijido, que intensifica o drama emotivo e jornada da alma dos personagem de Wagner Moura..e a trilha sonora de Arnaldo Antunes, sensivel, embalando como uma cancao de ninar o espectador. Por conta dessa dupla de qualidade tecnicas, me mantive 100% antenado no filme. O filme vai divagando lento, corrosivo, triste. Wagner Moura e Mariana Lima estao otimos, com destaque maior para Mariana, economica nas emocoes a flor da pele, evitando arroubos de overacting em cenas excessivamente dramaticas. Bras Antunes, filho de Arnaldo, interpreta o adolescente, e da conta do recado, mesmo aparecendo em poucas cenas. Lima Duarte, que aparece em no maximo 5 minutos, esta cativante e emociona no papel do pai de Wagner Moura. O filme é basicamente um reajuste de contas familiar, adornado pelo descobrimento da alma do protagonista, que percorre varios estados, encontrando varios Brasis que ele desconhecia. Ao final da projecao, os personagens passam por uma terapia de auto-conhecimento. O ponto fraco do filme resid eno roteiro, da excelente elena Soarez: praticamente todos os personagens abordados pelo protagonista, ja esbarraram com o filho perdido. Acho que ficou facil demais, e ao mesmo tempo, inverossimel. Tambem nao gosto da montagem "Tropa de elite"do filme. Nao precisava ter a cena inicial, um fast forward de um acidente que ocorrera la quase no desfecho do filme. A historia poderia muito bem comecar sem esse recurso narrativo, e deixar o espectador embarcar nessa viagem emocional. O numeroso elenco de apoio e' otimo, e com prazer revejo Ruy Resende, sumido das telas por um bom tempo.
Nota: 8
domingo, 7 de abril de 2013
Taxi para o banheiro
"Taxi zum klo", de Frank Ripploh (1980)
Se perguntarem para um Cinefilo que acompanhou o Festival do Rio desde o seu inicio, nos anos 80, qual o filme mais marcante, com certeza mais da metade mencionara esse filme. Impossivel alguem ficar incolume a esse "Taxi Zum klo", o mais cult de todos os filmes ja exibidos. Pervertido, fetichista, sujo, abusado, pronografico..todos os adjetivos ja foram dados. O filme, autobiografico, dirigido e protagonizado por Frank Ripploh, conta a historia de um professor primario que de dia da aula, e durante a noite frequenta o submundo gay de Berlim, no ano de 1980 ( data de realizacao do filme). Incrivel que esse filme tenha sido realizado numa Alemnha ainda dividida pelo muro, com o outro lado sob a redea curta do comunismo. O filme parece um tapa na cara do Governo separatista, querendo provar que ali, onde Frank Ripploh mora, tudo é permitido. O filme tem cenas de sexo altamente explicitas que sao retradas em ambientes do mais baixo nivel do undergorund, alem de cenas degradantes de fetiches, como o "Golden shower"( banho de mijo) e 'Glory holes", somente para citar alguns. Nao é um filme recomendado a ninguem que nao tenha uma mente liberal, pois podera ficar extremamente chocado. Incrivel que a mais de 30 anos depois de sua realizacao, o filme ainda choca, e bastante. Sou daqueles que prega que os anos 80 foram extremamente permissivos pro Cinema mundial, incluindo aqui no Brasil, onde filmes como "Rio Babilonia" expoe toda a hipocrisia da sociedade mostrando cenas explicitas de pornografia e alienacao. Filmes assim seriam impensaveis hoje em dia de serem realizados, a nao ser num esquema muito "udigrudi" de realizacao, e que nao encontram espaco no circuito comercial. "Taxi zum klo"assisti em 87 no Festival do Rio,e desde entao, jamais o esqueci. A Forma como Berlin é retratada suja, decadente, perversa, tem paralelo em outros filmes alemaes da epoca, como "Cristiane F" e "Possessao", ambos classicos do cinema moderno.
Nota: 7
O quarteto
"Quartet", de Dustin Hoffman (2012)
Primeiro filme dirigido pelo ator Dustin Hoffman, e' um emocionante relato do cotidiano de artistas aposentados em um retiro localizado nos arredores de Londres: musicos, cantores, etc, tentam conviver pacificamente vivendo de sonhos e passado. Entre eles, 3 fieis amigos, Wilf, Cissy e Reggie. Um dia, Jean, uma ex-grande Dama da Opera, vai morar la tambem, o que causa muito trsntorno emocional ao grupo. Em primeiro lugar, quero dizer que ao fim da projecao, eu estava aos prantos. Ou seja: sim, é um filme que apela aos sentimentos, ao coracao. Pode ser que ele exagere no melodrama, que force a barra na emocao. Que manipule o espectador com tantas idas e vindas na trama sentimental de reencontros e ajustes de conta. Mas nao quero nem saber: adorei o filme. Adoro sentimentalismo, ainda mais conduzido com um super elenco de mega estrelas ingleas: Maggie Smith, Pauline Collins ( de "Shirley Valentine), Michael GAnbom, Tom Courteney e Billy Connoly. Todos excelentes e com personagens muito bem construidos. Impossivel nao se emocionar com cada um deles. A cena da briga de Jean com Cissy, eu quase tive um ataque de tantoi que me emocionei. Hoffman ainda vai mais alem: ele convidou ex- artistas de verdade, para fazerem parte do elenco de apoio do filme. Ao final, nos creditos finais, surgem fotos de antes e depois de quase todo o elenco. Durante o filme, era dificil nao me remeter ao recente "O exotico Hotel Marigold". pois em varios aspectos e' muito semelhante. Fala do tema da velhice, se utiliza da nata dos atores ingleses ( Maggie Smith de novo, e com o mesmo problema de quadril! hehehe) e no roteiro, segredos vao sendo revelados. Nao é um filme perfeito, mas com certeza, vai ficar na mente por um bom tempo, pela sua maturidade e pelo carinho com que o projeto foi elaborado.
Nota: 8
sábado, 6 de abril de 2013
Angele e Tony
"Angele et Tony", de Alix Delaporte (2010). Drama frances, sobre Angele, uma jovem que ao sair da prisao, resolve se mudar para a regiao pesqueira da Normandia. Ela aluga um quarto de Tony, um pesqueiro, e descobrimos que ela s emudou pra regiao para poder estar perto do filho, que mora com os avos paternos. Bom drama intimista, com um elenco desconhecido mas muito talentoso, em especial o casal Clotilde Hesme e Grégory Gadebois, nos papeis principais. O filme tem belissima fotografia. O roteiro nao traz grandes novidades, e e' uma producao media e corriqueira. Mas e' honesto e para quem curte dramas familiares, e'uma boa pedida.
Nota: 7
A hospedeira
"The hosta", de Andrew Nicchol. Nicchol e' responsavel por um dos maiores classicos da ficcao cientifica dos anos 90, " Gattaca" , filme que lanncou Jude Law ao grande publico, e que trouxe Uma Thurman e Ethan Hawke em uma trama de policial noir ambientado no futuro. Ele tambem escreveu a obra-prima " O show de Truman". Alguem com esses 2 projetos no curriculo nao pode ser de todo mau. Por isso, a falta de emocao e de sensibilidade desse " A hospedeira" deve ser perdoado. Baseado na trilogia de Stephanie Meyers, que escreveu a mega-milionaria serie " Crepusculo", agora investe em extraterrestres que inserem uma alma dentro dos corpos dos humanos, para poder controla-los. Uma legiao de humanos rebeldes e' cacado pelos " Buscadores". Melanie ( Saorsie Ronan) sofre um serio acidente e uma alma 'e inserida nela. porem, a alma 'e emocionalmente fragil, e acaba ajudando Melanie a lutar contra os invasores. O fato mais curioso do filme, e que nao funciona muito, e' o lance da voz em off de Melanie. Dito uma ou outra vez, e' divertido. O filme todo, ja enche o saco e perde a novidade, uma vez que tudo 'e entregue de bandeja pro espectador nao precisar raciocinar. O apelo do filme cai quase que todo em Saorsie Ronan, uma vez que os mocinhos nao posssuem nenhum carisma, Willian Hurt esta apatico e Diane Kruger, como a vila da historia, nada mais faz do que caras e bocas, com estilo, claro. No mais, o roteiro e' fraco e obvio, os efeitos OK, mas sem nenhuma criatividade para retratar o futuro. e aqui fica uma pergunta: porque os " buscadores" nao conseguem controlar o vai e vem dos humanos pela cidade? O roteiro 'e cheio de falhas..mas enfim, pra sessao da tarde, ta bom demais. So nao entendo o porque da trilogia, ja que esse filme aqui ja fecha toda a historia.
Nota: 5
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