quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Não tenha medo do escuro


" Don´t be afraid of the dark", de Troy Nixey (2010)

Em 1910, um homem tenta salvar seu filho que foi sequestrado por criaturas subterrãneas. A única forma de trazê-lo de volta é extrair dentes humanos e oferecer a esses goblins. Porém, o feitiço não funciona, e o homem também é levado para as profundezas.
O filme segue pros dias atuais. Sally (Baille Madison) , uma menina de 8 anos, vai ao encontro de seu pai, Alex (Guy Pearce), que mora com sua namorada Kim ((Katie Holmes) em uma mansão que eles estão reformando. A mansão é a mesma do prólogo. Alex é arquiteto e Kim é decoradora de interiores.
Kim tenta se aproximar de Sally, mas a menina evita, traumatizada porque sua mãe a abandonou. O tempo passa, e Sally passa a ser atormentada por sons e situações estranhas. Até que ela vê os goblins, que a ameaçam. Ela tenta fazer com que seu pai e Kim acreditem nela, mas eles não dão atenção a ela. Sally vai levando a culpa por tudo de errado que acontece na casa, até que os goblins resolvem sequestrá-la. Porém, Kim percebe que algo está errado de fato e vai em busca da verdade.
Refilmagem de um cult feito para a televisão, de mesmo título, de 1973. Essa versão muda os personagens. Na versão anterior, é a mulher de Alex quem sofre de alucinações. Aqui surgiu a personagem da pequena Sally. Provavelmente, o produtor Guillermo del Toro quis recriar a mesma ambientação de seu clássico " O labirinto do Fauno", que tinha uma menina como protagonista. Tem o mesmo tom de fábula mórbida, violência, clima dark e soturno. As criaturas são até bem feitas, mas dessa vez a mistura não deu certo. Não foi por culpa do elenco, que tenta fazer o possível, ante seus personagens antipáticos (proincipalmente o de Guy Pearce). O ritmo é lento, demora a acontecer. O filme perde tempo com ambientações, climas, quando pedia algo mais dinâmico, como " Poltergeist" e " Gremlins", dois filmes aonde eu vejo muitas referências.
A menininha Baille Madison é boa, apesar de exagerar nas caretas às vezes. Katie Holmes empresta seu rosto angelical a sua personagem, que infelizmnete encontra um desfecho trágico. Aliás, o que mais odeio em filmes são aqueles personagens que nunca acreditam em nada, mesmo com tantas evidências presentes. Quem deveria ter encontrado um fim deveria ter sido o personagem de Pearce. Sacanagem!
No mais, um filme ok, que não traz novidades, ma spode entreter quem curte um suspense light climático.

Nota: 6

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