quinta-feira, 15 de junho de 2017

O circulo

"The circle", de James Ponsoldt (2017) Segundo filme de Tom Hanks baseado em livro de Dave Eggars ( o primeiro foi "Um holograma para o Rei"), "O circulo" parece uma mistura de episódios de "Black mirror" misturado a "Steve Jobs", versão de Danny Boyle. Tom Hanks personifica uma versão mais vilanesca de Steve Jobs, com o talento e carisma habitual. A grande surpresa, novamente, é observar o quanto que Emma Watson cresce cada vez mais como atriz. Ela está excelente, carregando o filme todo nas costas, uma vez que ela é a protagonista e Tom Hanks, uma escada. Os outros atores também são muito bons: Karen Gillan ( a Nebula, de "Guardiões das galáxias") , aqui interpretando Annie, a amiga obcecada e psicótica de Mae (Watson); os recém falecidos Glenny Headley e Bill Paxton, nos papéis dos pais de Mae, estão comoventes; e o jovem Ellar Coltrane, de "Boyhood", lembrando bastante o seu personagem do filme de Richard Linklater. O filme é um drama de fantasia, com elementos de trhiller. Mae é uma jovem introvertida que passa em uma entrevista para a Empresa O Circulo ( uma espécie de Facebook) e se deixa envolver com os objetivos da empresa, que é criar suporte tecnológico para invadir a privacidade das pessoas, se alimentando de todos os dados possíveis. sem se dar conta das reais intenções de dono da empresa, Bailey (Tom Hanks), Mae vai cada vez mais se seduzindo pelo Poder, até que percebe que foi longe demais. Um ótimo filme, que exige concentração do espectador, é um entretenimento inteligente, muito bem dirigido e conduzido, com maravilhosa trilha de Danny Elfman. Assim como nos episódios de "Black mirror", o filme faz uma critica pesada no quanto a sociedade se permite deixar dominar pela tecnologia no dia a dia de suas vidas. O visual do filme é incrível, incluindo o desenho de arte visual da parte das telas de computador e de celular.

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