quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Primeiro eles mataram meu pai: lembranças de uma filha do Camboja

"First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers", de Angelina Jolie (2017) Drama épico baseado no best seller biográfico escrito pela ativista cambojana Loung Ung. Lançado pelo Netflix, o filme obteve grande sucesso no Festival de Telluride, onde foi exibido em 2017, e foi oficializado como o representante do Camboja para disputar o Oscar de filme estrangeiro. Em 1975, no Camboja, o governo americano saiu do País. O Exército do Khmer vermelho invadiu a capital Phnom Penh, e obrigou a toda a população a entregar seus pertences e a trabalhar como escravos em campos chamados de "The killing fields". No total, o Khmer, sob as ordens do General Pol Pot, dizimou 1/4 da população. Entre as famílias massacradas, está a de Loung Ung. Com 5 anos de idade, o filme acontece todo sob o seu ponto de vista. Pequena, ela procura entender toda aquela violência que acontece em seu entorno. Loung acaba sendo convocada pelo exercito a fazer treinamento de guerra e a empunhar armas, até fugir no ano de 1980. Atualmente, ela está casada e mora em Cleveland, Ohio, e trabalha no mundo inteiro como ativista contra o desarmamento. Em certos aspectos, o filme lembra " A feiticeira da guerra" e "Beasts of no nation", que também apresentam o ponto de vista de uma guerra sangrenta pelo ponto de vista de uma criança. 5o filme dirigido por Angelina Jolie, é impressionante como ela vai ficando cada vez mais sofisticada como cineasta. Ela cercou-se dos melhores profissionais, entre eles, o fotógrafo de Danny Boyle, Anthony Dod Mantle, que trouxe a sua fotografia hiper saturada para dar vida a um espetáculo sangrento e brutal. O filme é longo, tem 2:20 horas, mas deixa o espectador angustiado com tamanha crueldade. Angelina tem esse caráter humanista em seus filmes, de querer apresentar o terror de um povo sofrido `a merce de um governo autoritário. Torço para que ela ganhe muitos prêmios. O elenco é um caso `a parte: todo o núcleo da família de Loung Ung é brilhante. Sem exagera no drama, dão vida a personagens sempre com um fio na navalha encostado. A pequena Sareum Srey Moch é um grande achado e um talento nato: pequena, ela demonstra uma forca no olhar descomunal.

Um comentário:

  1. E massa saber que PC do B, PT, PSOL, etc, tudo pagam pal pra Pol Pot, Kim Jon Un e outros tantos assassinos em massa.

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